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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Irrita-me Profundamente....Voluntariado e as Doações Solidárias.


   Irrita-me profundamente o Voluntariado e as Doações Solidárias. Melhor, irrita-me profundamente as pessoas que querem fazer voluntariado mas não sabem o que é o voluntariado. Pensam que o voluntariado é algo que está na moda, tal como uma peça de roupa ou calçado. Querem fazer voluntariado com a mesma leviandade com que compram um par de meias. Eu trabalho numa instituição de solidariedade social, o que me dá uma visão do voluntariado muito de dentro das necessidades reais, isto é, quando as pessoas começam com o discurso de, "ah eu queria fazer voluntariado porque gostava muito de brincar e tomar conta de criancinhas." ou então "o meu filho/a está de férias e eu (mãe ou pai) gostava que ele/a fizessem voluntariado" ou então "estou com uma depressão e gostava de fazer voluntariado para me sentir útil e não estar tão sozinha/o", entre outras míticas frases. Fico logo com umas ânsias quando ouço estas frases!!
   Primeiro, a palavra "criancinhas", para mim, é completamente prejurativa quando aplicada neste contexto de instituições de solidariedade social. É o  mesmo que chamar coitadinho a alguém...detesto essas apelidações;
   Segundo, usarem instituições de solidariedade social como ATL para os vossos filhos, não é uma opção viável, porque para nos dar trabalho já nos chega as crianças que acolhemos e que merecem toda a nossa atenção;
   Terceiro, se tem depressão, vá ao psicólogo ou ao psiquiatra, mas não faça voluntariado antes de se tratar, pois as nossas crianças ainda não são formadas em psicologia ou psiquiatria e não têm de levar com o vosso lado emocional alterado.
   Façam voluntariado, mas façam-no conscientes de que é isso que realmente querem fazer e vão com o espírito de que vai ser mais dar do que receber, senão deixem-se estar em casa a ver as tardes da Júlia.

   As pessoas gostam muito de doar roupas, livros, DVD's, etc. que já não usam ou que não precisam. Acho que fazem bem. O que já não nos é útil, pode muito bem vir a ser útil a alguém mais desfavorecido. Mas o busílis da questão não está na doação, mas sim o estado em que as coisas estão quando são doadas.
Então é assim:
   Primeiro, porque é que as pessoas quando mandam roupa para instituições ou para associações que trabalham com famílias directamente, mandam roupa rota, suja e descontextualizada (mandam roupa de adultos para instituições de crianças)?
   Segundo, coisas partidas, estragadas ou avariadas servem para quê? As instituições não são reservatórios de lixo e lá por necessitarmos de coisas gratuitamente não quer dizer que sejamos um depósito de inutilidades de pessoas que não têm o pingo de consciência do que é doar bens.
   Terceiro, chega a uma certa altura que deixamos de ter capacidade para aceitar brinquedos, roupas, etc., mas isto é uma grande ofensa para as pessoas querem doar os artigos estão a mais em casa deles. Sentem-se muito ofendidas se uma instituição diz que não recebe ou não consegue receber. Porque não perguntam antes o que nós precisamos? Em vez de quererem despachar aquilo que já não precisam.
   Quarto, por último temos a vipalhada que gosta muito de fazer caridadesinha, parecem eles que são as Madres Teresas de Calutá do voluntariado e das doações solidárias! Alguém já viu um VIP dar uma coisa diferente em vez da cara dele? Algo realmente útil em vez de um sorriso cheio de botox? Nunca vi...e quando dão, vão ao fundo do baú buscar as coisas que têm lá para casa...

Moral da estória....façam voluntariado e façam doações solidárias, mas antes perguntem o que a instituição precisa e não aquilo que vocês precisam despachar.

Cumps.

2 comentários:

  1. Bonjour Irritadinho,

    Não comento a prepòsito do tema pois até para a minha sobrinha Xana tenho tido pouco tempo, mas queria desejar-te un Bon Ano 2011 e para a tua familia, de Saùde, Paz e Amor.

    Beijinhos.

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  2. Vim aqui parar por "acaso", que isto da blogosfera é mesmo assim. Ando a fazer uma pesquisa sobre o voluntariado e "caí" aqui :) gostei imenso do seu texto. Muito mesmo. Sou voluntária e revejo-me muito nisto que diz.
    A minha filha está a terminar a 4ª classe e nós pais estamos a tentar sensibilizá-los para este tema. Vou lembrar-me muito deste texto. Obg.
    Rita

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